Janeiro 6, 2010 por okinawabrasil
Pra quem passou comigo a virada 2008/2009 em Buenos Aires não vai acreditar como foi este último.
Virei o ano tocando um sino gigante num templo budista em Naminoue (a praia de Naha). O pensamento é de que as coisas ruins fiquem no ano que passou e que o ano próximo venha cheio de coisas boas.
Depois disso fomos ao templo xintoísta ao lado. A questão religiosa aqui também pode bem sincrética e me fez lembrar lá de casa, em que a Nossa Senhora fica do lado do hinokan (um mini altar da religião de Okinawa) e a gente vai mesmo é no centro espírita. O importante é que alguém vai me salvar do inferno né.
Enfim, nesse templo xintoísta me senti num desenho do Hayao Miyawaki (aquele da “Viagem de Chihiro) e o ritual é lavar as mãos com essa aguinha, fazer uma oração para os deuses (?) xintoístas, pendurar o desejo escrito numa madeirinha (será que os deuses xintoístas entendem português?), tirar o destino pelo simbólico preço de 100 yens (+ou-2 reais) e pendurá-lo lá no templo.
O meu dizia que 2010 será um ano ótimo. E no destino eu confio viu.
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Janeiro 6, 2010 por okinawabrasil
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Janeiro 3, 2010 por okinawabrasil
Dia desses fui visitar o Museu da Província de Okinawa, aqui no centro de Naha. É um museu bem completo que mantém acervos da história natural do arquipélago, arqueologia, cultura, artes, além da peculiar e difícil história de Okinawa. Para quem não sabe (eu não sabia há até uns três anos atrás), o que hoje é a província japonesa de Okinawa já foi um reino soberano chamado Ryukyu (a gente não sabe quase nada sobre a história do mundo asiático, já que o que a gente chama de história do mundo é na verdade a história da Europa e dos Estados Unidos).
O fato é que o Reino de Ryukyu foi um importante entreposto comercial entre os séculos XV e XIX, por sua posição geográfica privilegiada entre a China, o Japão e o Sudeste Asiático. E por este contato intenso com diversas nações acabou desenvolvendo uma cultura muito peculiar inclusive com língua própria (o uchinaguchi – hoje quase morto em Okinawa mas ainda vivo na fala das minhas avós e de outros imigrantes no bairro do Imirim).
Bom, no museu me dei conta de que, misturando teoria do caos com a imaginação sociológica de Wright-Mills, o Impedor Meiji foi, em partes, responsável por eu ter nascido no Brasil. Quando o Japão anexou Okinawa, como uma de suas províncias em 1878 – no contexto da política imperialista da Era Meiji – proibiu o comércio do ex-reino de Ryukyu com a China, deflagrando uma crise econômica filha da puta por aqui. Foi talvez como conseqüência da crise, e também da demanda de mão-de-obra nas lavouras cafeeiras paulistas, que o senhor meu bisavô decidiu migrar para o Brasil com a família.
A idéia wrightmillsiana (rs) de imaginação sociológica permite entender eventos da vida pessoal dos indivíduos em sua relação com os acontecimentos históricos e configurações sociais. Dessa forma, evidencia como nossas vidas pessoais estão condicionadas por determinadas possibilidades e impossibilidades sociais construídas historicamente. O exemplo que ele dá é que quando uma pessoa está desempregada normalmente entende isso como um problema pessoal, sem perceber que se trata também de um problema social, identificável até por estatística, algo que transcende o individual.
Enfim, o que quero dizer é que aquele museu, ao contar a história de Okinawa, contou também a história de meus avós e bisavós. Falou sobre como foi possível o Odi sair aqui de Okinawa em 1932 e ir parar no outro lado do mundo, numa lavoura de café na cidade de Olímpia.
A vida é esquisita né.
Victor Kanashiro
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Janeiro 2, 2010 por okinawabrasil
Sempre que meu avô falava de Okinawa, eu imaginava um lugar meio inóspito, quase um monte de vilas juntas. De fato, na década de 1930, quando meu vô migrou para o Brasil, Oroku, hoje bairro de Naha, devia ser um vilarejo numa ilha perdida que flutua entre o Pacífico e o Mar da China Oriental.
Mas que surpresa tive quando descobri que Naha é hoje uma cidade razoavelmente grande. Digo razoavelmente porque sou um ser de São Paulo, mas, numa leitura mais objetiva, Naha é um lugar quase completamente urbano.
A Kokusai Dori (rua Internacional) é talvez a principal via de Naha e diz muito sobre a cidade. Uma mistura de vontade de ser Hong Kong, avenida paulista, vila uchinanchu e coisa pra turista ver. Entre lojas de omiyague (souvenir), Steak Houses, Okinawa Sobá-yas, lojas de conveniências (japonês não vive sem uma por perto), dá pra encontrar até Sanduíche de Goyá (é mole?). E claro, muito japonês né.
A Kokusai Dori é minha rua em Okinawa. A Kokusai Dori (ou Rua Internacional) é uma rua na minha vida.
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Dezembro 30, 2009 por okinawabrasil
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Dezembro 30, 2009 por okinawabrasil
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Dezembro 30, 2009 por okinawabrasil

Ontem conheci um mundo novo. Fiz meu primeiro mergulho de snorkeling numa praia chama John Man Beach, aqui em Okinawa. No fundo do mar tem peixes coloridos, estrelas do mar, e bichos desconhecidos. Deve tb ter o Bob Esponja e o Patrick. Incrível.
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Dezembro 30, 2009 por okinawabrasil
Semana passada encontrei o prefeito de Naha Takeshi Onaga. Eu não entendi quase nada do que ele disse, mas da próxima vez vou falar que ele precisa dar um jeito no trânsito desta cidade. É inacreditável uma cidade com seus pouco mais de 300 mil habitantes ter um trânsito como o daqui. Ah, também vou falar da porcaria de rodovia que construíram na única praia de Naha. Dá pra acreditar? Uma rodovia suspensa no mar? Que idéia hein….
Mas mesmo assim, o mar de Okinawa é de lindo de chorar. como todo mar né.
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Dezembro 28, 2009 por okinawabrasil
O amor é bem brega
Mas é bão demais né sô
Vem cá cerejeira
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Dezembro 28, 2009 por okinawabrasil
Esperando o sol
Amanhã vai ter peixe-boi?
Nem sei não sei não
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